
Class News
Lojas Ricardo Paranhos e Jardim Goiás comercializaram 1.925 cotas destinadas a imóveis entre janeiro e agosto; somente em agosto foram 277

Alcimar Nogueira de Medeiros, licenciado da Ademicon
A busca por imóveis continua fazendo parte dos planos financeiros dos brasileiros — seja para conquistar a casa própria, mudar de endereço ou construir patrimônio por meio da locação. Em Goiânia, esse movimento também aparece nos resultados das lojas da Ademicon Ricardo Paranhos e Jardim Goiás, que comercializaram, juntas, 1.925 cotas destinadas a imóveis entre janeiro e agosto de 2026.
O número representa quase metade das 3.971 cotas comercializadas pelas duas unidades no período, considerando também veículos e serviços. Na loja Ricardo Paranhos foram 1.449 cotas de imóveis, enquanto a unidade Jardim Goiás registrou 476.
Os dados acompanham um cenário nacional de demanda consistente. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), elaborado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostra que 52% dos entrevistados afirmaram ter intenção de comprar um imóvel nos 24 meses seguintes, no segundo trimestre de 2026. O percentual era de 49% no mesmo período de 2025. Entre aqueles que pretendem comprar, 12% apontaram a aquisição de um imóvel para locação como motivação.
A pesquisa também mostra que a decisão de comprar um imóvel vai além da necessidade imediata de moradia. Embora sair do aluguel seja a principal motivação, outras razões aparecem, como sair da casa dos pais, buscar mais espaço e adquirir uma propriedade para gerar renda com locação.
Imóvel como construção de patrimônio
A movimentação ocorre em um momento em que o mercado imobiliário brasileiro mantém crescimento mesmo diante de um cenário de juros elevados. No primeiro semestre de 2026, foram comercializadas 226.536 unidades residenciais novas, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. No Centro-Oeste, as vendas cresceram 27,7% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nesse cenário, o imóvel aparece não apenas como uma solução de moradia, mas também como uma possibilidade de construção de patrimônio e planejamento financeiro de longo prazo. Para parte dos consumidores, a aquisição também está relacionada à geração de renda futura por meio da locação.
Esse movimento ajuda a contextualizar os resultados registrados pelas duas lojas da Ademicon em Goiânia. Somente em agosto, foram 277 cotas destinadas a imóveis, sendo 196 comercializadas pela unidade Ricardo Paranhos e 81 pela Jardim Goiás.
No mesmo mês, as duas lojas registraram 333 cotas comercializadas, considerando todos os segmentos. Além dos imóveis, foram 56 cotas destinadas a veículos. Não houve comercialização de cotas de serviços no mês.
No acumulado de janeiro a agosto, além das 1.925 cotas de imóveis, as duas unidades contabilizaram 484 cotas de veículos e 113 de serviços, chegando às 3.971 cotas comercializadas no período. A unidade Ricardo Paranhos respondeu por 3.343 cotas, enquanto a Jardim Goiás registrou 628.
De acordo com o licenciado da Ademicon, Alcimar Nogueira de Medeiros, o crescimento expressivo do consórcio nos últimos anos decorre de fatores estruturais e comportamentais. “Observamos que o público passou a buscar mais conhecimento sobre opções e estratégias de investimento, avaliando alternativas à aquisição por meio de financiamento bancário tradicional ou recursos próprios. Nesse contexto, o consórcio ganhou projeção em virtude de sua vantajosa relação de custo”, pontua.
O licenciado ressalta ainda que a difusão de informações e a solidez regulatória do setor foram determinantes para consolidar a confiança do consumidor. “A Ademicon, por exemplo, submete-se a auditorias trimestrais conduzidas por uma das principais empresas de auditoria do mundo (Big Four). Esse rigor confere uma sólida garantia ao cliente. Superamos um período histórico em que o mercado de consórcios apresentava menor maturidade, proporcionando hoje um patamar elevado de segurança na contratação de cartas de crédito, seja para aquisição imobiliária, automotiva ou prestação de serviços”, afirma.
Contemplações também marcam os resultados
Além das vendas de cotas, as unidades registraram contemplações ao longo do ano, indicando clientes que tiveram suas cotas contempladas e puderam avançar para a utilização do crédito, conforme as regras do consórcio.
Na Ademicon Ricardo Paranhos, foram 222 contemplações entre janeiro e agosto de 2026. Somente em agosto, foram 52 contemplações.
Já a unidade Jardim Goiás, inaugurada em março, contabilizou 23 contemplações entre março e agosto. Em agosto, houve uma contemplação na unidade.
Somadas, as duas lojas registraram 245 contemplações no período e 53 somente em agosto.
A expansão expressiva da marca na região reflete diretamente no desempenho comercial e administrativo da rede. Alcimar aponta que, desde a consolidação da operação no Centro-Oeste, o volume de negócios apresentou um salto expressivo. “Enquanto a nossa primeira unidade em Goiânia comercializava inicialmente em torno de 8 a 10 milhões de reais mensais, atualmente registramos um volume médio da ordem de 50 milhões de reais mensais em cada loja, oscilando entre 40 e 50 milhões”, compara.
Para o licenciado, o sucesso da modalidade fundamenta-se também na capacitação contínua da equipe. “Nossos consultores e equipes autorizadas especializaram-se de forma profunda na comercialização do produto, compreendendo não apenas a venda em si, mas a orientação estratégica adequada para a sua utilização”, conclui.
Os números mostram que, dentro do desempenho das duas lojas, os imóveis representam o principal segmento em volume de cotas comercializadas, reforçando a presença do planejamento para aquisição de patrimônio entre os clientes atendidos pelas unidades.