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Com participação especial de Écio Duarte, espetáculo JURA-ME estreia nos dias 4 e 6 de novembro, no Teatro Sesc Centro, antes de seguir para Anápolis, Pirenópolis e Cidade de Goiás. Projeto reúne música e poesia em uma celebração da identidade cultural goiana

O compositor, poeta e cantador Juraíldes da Cruz e a cantora Maria Eugênia estreiam, nos dias 4 e 6 de novembro, às 20h, no Teatro Sesc Centro, em Goiânia, o espetáculo “JURA-ME: Dois Olhares sobre o Cerrado”. Com entrada gratuita e participação especial do músico Écio Duarte, o projeto reúne os artistas em um encontro dedicado à música regional e à valorização da cultura do Cerrado. Sob direção musical de Luiz Chaffin, a apresentação inaugura um circuito de seis concertos que também passará por Anápolis, Pirenópolis e Cidade de Goiás, até 5 de dezembro. O projeto foi contemplado pelo Programa Goyazes 2026, tem patrocínio da Equatorial, produção da Lume e apoio do Sesc Goiás.
Reconhecido por sua contribuição à música do Centro-Oeste, com composições gravadas por Pena Branca e Xavantinho, Rolando Boldrin, Margareth Menezes e Xangai, Juraíldes da Cruz construiu uma obra marcada pela observação do cotidiano, pela valorização da cultura popular e pela relação entre o ser humano e a natureza. Suas composições abordam o modo de vida das comunidades do Cerrado, suas tradições, crenças e transformações, constituindo um registro poético e musical da identidade regional.
É justamente essa dimensão da obra do compositor que orienta o projeto JURA-ME. Mais do que revisitar canções, a proposta busca contribuir para a preservação e a difusão de um repertório que integra a memória cultural de Goiás, aproximando diferentes gerações de ouvintes da produção musical inspirada no Cerrado.
Uma parceria de quase duas décadas
A relação artística entre Juraíldes da Cruz e Maria Eugênia tem um marco importante em 2006, quando a cantora lançou o álbum Alma Leve, inteiramente dedicado às composições do artista. O trabalho consolidou uma parceria que atravessa duas décadas e contribuiu para ampliar a circulação de suas canções junto ao público da música popular brasileira.
Ao reunir os dois artistas em cena, o projeto propõe um diálogo entre diferentes formas de expressão de uma mesma obra: de um lado, o compositor, que imprime às canções sua vivência, sua poesia e sua maneira particular de cantar; de outro, Maria Eugênia, cuja trajetória como intérprete está profundamente ligada à valorização da música produzida em Goiás.
O resultado é um espetáculo que combina memória e contemporaneidade, evidenciando como as composições de Juraíldes permanecem atuais, especialmente diante dos debates sobre preservação ambiental, identidade cultural e valorização dos saberes populares.
Música e poesia em uma viagem pelo Cerrado
Com aproximadamente 90 minutos de duração, o espetáculo foi concebido como uma narrativa musical e poética sobre o Cerrado. O repertório reúne composições de Juraíldes da Cruz em diálogo com a tradição da música brasileira de raiz, explorando diferentes sonoridades e possibilidades de interpretação.
A direção musical é assinada por Luiz Chaffin, responsável também pelos arranjos e integrante da banda que acompanha os artistas. A formação conta ainda com Edilson Morais e Marcelo Maia, além da participação especial de Écio Duarte.
A proposta é construir uma experiência em que música e poesia se complementam, revelando diferentes perspectivas sobre o território goiano. As canções abordam tanto a beleza das paisagens quanto os modos de vida, os conflitos e as transformações que atravessam a história do Cerrado.
Circulação valoriza a cultura goiana
A escolha das quatro cidades que recebem o projeto considera sua importância histórica, cultural e turística para Goiás. A programação começa em Goiânia, principal centro de difusão cultural do estado, segue para Anápolis, importante polo regional, e chega a Pirenópolis e à Cidade de Goiás, municípios reconhecidos por seu patrimônio histórico e suas tradições culturais.
A circulação também busca ampliar o acesso à produção artística goiana, levando o espetáculo a públicos de diferentes regiões e promovendo o encontro entre artistas, moradores, estudantes, pesquisadores, turistas e admiradores da música popular brasileira.
Sobre Juraíldes da Cruz
Com cinco décadas de trajetória artística, Juraíldes da Cruz é um dos compositores de referência da música popular do Centro-Oeste. Sua discografia reúne pelo menos 12 álbuns, incluindo trabalhos em parceria, com destaque para Cheiro de Terra (1990), Lugar Seguro (1998), Nóis é Jeca Mais é Jóia, gravado com Xangai, e Capim Cheiroso (2024), em parceria com Écio Duarte. Entre os reconhecimentos recebidos estão o Prêmio Sharp de 1998, na categoria Melhor Música Regional, pela composição “Nóis é Jeca Mais é Jóia”, e o Prêmio da Música Brasileira de 2010, na categoria Voto Popular de Melhor Cantor. Suas canções já foram gravadas por artistas como Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Rolando Boldrin, Margareth Menezes, Zé Geraldo, Tânia Alves, Saulo Laranjeira e Maria Eugênia, demonstrando o alcance de sua produção na música brasileira.
Sobre Maria Eugênia
Com quatro décadas de trajetória artística, Maria Eugênia é uma das principais intérpretes da música popular produzida em Goiás. Formada em piano pela Universidade Federal de Goiás (UFG), a cantora reúne em sua discografia mais de 18 trabalhos fonográficos, entre álbuns solo e projetos coletivos, e já gravou com artistas como Xangai, Altay Veloso, Leonardo e Renato Braz. Seu primeiro disco, lançado em 1992, conquistou o Prêmio Tiokô de Música, concedido pela União Brasileira de Escritores de Goiás. Com apresentações em diversos países da Europa, África e Américas, recebeu do Itamaraty a condecoração de Oficial da Ordem do Rio Branco, pelo trabalho de divulgação da música brasileira no exterior. Conhecida como a “Voz de Goiás”, Maria Eugênia também ganhou projeção nacional com sua interpretação da canção “Companheiro”, escolhida para a abertura da novela Araguaia, da TV Globo, em 2010. Ao longo da carreira, consolidou-se como uma importante divulgadora da obra de compositores goianos, entre eles Juraíldes da Cruz, a quem dedicou integralmente o álbum Alma Leve, lançado em 2006.
Sobre Écio Duarte
Natural de Buriti Alegre (GO), Écio Duarte é cantor, compositor e violonista, com trajetória dedicada à música popular brasileira. Sua discografia inclui trabalhos como Centinela del Camino, Aos Pares e Capim Cheiroso (2024), gravado em parceria com Juraíldes da Cruz. Ao longo da carreira, desenvolveu projetos com artistas como Xangai, Maria Eugênia e Paulinho Pedra Azul. Professor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Écio também recebeu o Prêmio Jaburu – Destaque de Cultura Musical, em 2022, e integra a Academia Goianiense de Letras.
Artistas: Juraíldes da Cruz e Maria Eugênia
Direção musical: Luiz Chaffin
Músicos: Luiz Chaffin, Edilson Morais e Marcelo Maia
Participação especial: Écio Duarte
Serviço: JURA-ME: Dois Olhares sobre o Cerrado
GOIÂNIA
Datas: 4 e 6 de novembro de 2026 – 20h
Local: Teatro Sesc Centro
ANÁPOLIS
Data: 14 de novembro de 2026 – 20h
Local: Auditório do Sesc
PIRENÓPOLIS
Datas: 19 e 20 de novembro de 2026 – 20h
Local: Teatro Sebastião Pompeu de Pina
CIDADE DE GOIÁS
Data: 5 de dezembro de 2026 – 20h
Local: Teatro São Joaquim
GRATUITO
Informações: https://www.instagram.com/juraildesdacruzoficial/
Duração: Aproximadamente 90 minutos