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Saúde 5.0: a IA como apoio do cuidado e da eficiência operacional

Class News

Por: Pedro Marocco

Vivemos um novo mundo, onde ao mesmo tempo em que dispomos de tecnologias de ponta, buscamos ainda mais experiências dedicadas, personalizadas e cada vez mais humanas.

Pedro Marocco

Quando trazemos para a Saúde, isso não é diferente. O ato mais fundamental da prática clínica, o olhar atento entre médico e paciente, se mistura com as inúmeras ferramentas disponíveis para o cuidado. Tudo isso culmina na busca por uma experiência melhor para quem é atendido. E com essa busca também surgem preocupações com aquilo que não é tão necessário assim.

Hoje, um médico gasta, em média, 40% de sua jornada de trabalho com tarefas administrativas, segundo dados do Journal of Family Practice. A burocracia, que hoje existe, não pode ser um entrave para o cuidado. E é aí que a Saúde 5.0 e a Inteligência artificial entram.

A ascensão da Saúde 5.0 surge não para substituir o protagonismo humano, mas para resgatá-lo. Na MV, compreendemos que a Inteligência Artificial (IA) aplicada à saúde não é sobre máquinas frias: é sobre usar algoritmos para devolver o tempo às pessoas. É a transição definitiva de um modelo reativo para um ecossistema preditivo, onipresente e, acima de tudo, sustentável.

No cenário brasileiro, o desafio é duplo e a IA atua como o elo de inteligência em ambas as frentes. No SUS, o foco é a equidade: a tecnologia permite a organização inteligente de fluxos, triagens precisas por gravidade e a gestão eficiente de filas, garantindo que o recurso chegue com prioridade a quem mais precisa. Já na saúde suplementar, o foco é a sustentabilidade. Diante da crescente inflação médica, a IA atua na redução de desperdícios e na predição de desfechos clínicos, assegurando a viabilidade financeira do sistema.

Para viabilizar essa visão, a tecnologia deve ser nativa, integrada ao fluxo de trabalho e não um “corpo estranho”. É o que consolidamos no ecossistema MV, onde a inteligência é aplicada diretamente no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Soluções como o med.ai atacam a raiz do problema ao utilizar transcrição de voz em tempo real e estruturação automática de dados. O objetivo é a redução drástica da carga cognitiva: menos cliques para o médico e mais escuta ativa para o paciente.

Entretanto, o progresso traz responsabilidades proporcionais. O relatório Digital Trust Insights 2025, da PwC, revela que o setor de saúde tornou-se o principal alvo de ataques cibernéticos globalmente, ultrapassando os setores financeiro e de consumo. Diante desse risco, a ética deve ser o alicerce de qualquer inovação. Defendemos pilares inegociáveis: a transparência (o dado pertence ao paciente) e a privacidade (conformidade rigorosa com a LGPD).

A missão, então, é focar na responsabilidade aliada à tecnologia, com eficiência e humanização através do digital. A palavra final e a soberania clínica são, e sempre serão, do médico, que impulsionado com soluções de ponta, trazem ao mesmo tempo um cuidado ainda mais humano.

Essas transformações, que equilibram a inovação tecnológica com a viabilidade econômica e a segurança do paciente, estarão em destaque nos debates do 6º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada. É o momento de discutirmos como a tecnologia pode, finalmente, libertar o médico da tela do computador para que ele possa focar no que realmente importa: a vida.

Pedro Marocco é Diretor Regional na MV, Especialista em sistemas de gestão hospitalar e liderança administrativa.

Delson Carlos

Delson Carlos - Formado em Marketing pela UniCambury e pós-graduado em Comunicação Digital. Assessor de imprensa e começou a sua carreira como colunista social nos jornais: A Hora, Jornal da Imprensa, Jornal Diário do Estado de Goiás, e a quase duas décadas está a frente da coluna social “Delson Carlos” do Jornal Diário de Aparecida e editor da Revista Class e do Portal Class News.

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