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Entenda como funciona a sucessão nas empresas familiares

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Especialista explica detalhes deste mercado focado para que herdeiros de organizações de capital fechado não percam o negócio familiar e saibam lidar com as relações impostas pela liderança empresarial

Um negócio que existe e ainda sofre com muitas intercorrências são as empresas familiares. Mas hoje existe ajuda especializada que auxilia na sucessão da liderança empresarial. A sucessão é uma questão importante dentro das organizações e deve ser pensada o quanto antes, em casos onde possíveis herdeiros irão gerir o negócio em algum momento de suas vidas. Isso se faz necessário, pois não é incomum a falência após a morte de um fundador ou proprietário. Descendentes sem experiência afetam todo o legado construído.

Quem explica sobre o assunto é Melina Lobo, conselheira de administração e consultora de empresas familiares de capital fechado. A profissional, que também é advogada e mestre em direito, relações internacionais e desenvolvimento, diz que a teoria dos três círculos das empresas familiares desenvolvida nos anos 70 por professores de Harvard auxilia as empresas no processo de sucessão, implantando a governança corporativa e familiar necessária para a longevidade das organizações.

“A teoria pressupõe que família, empresa e propriedade são interconectados. Aqui no Brasil, o tema começou a ser desenvolvido a partir de 1980, mas no Centro-Oeste ainda é uma novidade. Isso porque as empresas familiares daqui ainda estão na primeira geração, em sua maioria. Agora que estamos iniciando a transição. Segundo o IBGE, na transição da primeira para a segunda geração, o índice de mortalidade das empresas é enorme. E essa mortalidade pode ser evitada com a implantação da governança corporativa e familiar”, disse a conselheira.

No Brasil, as famílias empresárias representam 90% dos empreendimentos. Frequentemente operadas com um certo grau de informalidade, acreditam que a governança corporativa não lhes diz respeito. Todavia, ao estabelecer boas práticas de governança corporativa, empresas podem reduzir conflitos, motivar colaboradores e fortalecer mecanismos de responsabilidade, estimulando assim o crescimento e a capacidade de obter lucro. “Desse modo, é natural dizermos que a implementação de diretrizes de GC fortalece a organização”, reforça Melina.

A especialista diz, ainda, que a implantação da governança auxilia os herdeiros a manterem, com harmonia, o negócio ou para que os fundadores preparem os futuros herdeiros para assumir a gestão. “Há um movimento crescente de ‘pejotização’ das famílias, mediante a constituição de Holdings, o que significa que muitos estão preocupados com a sucessão da propriedade, ou seja, quem vai ser dono, mas poucos têm se preocupado com a sucessão da gestão, quem vai se responsabilizar por tocar o negócio”, explica.

“Esse tema garante a perenidade das empresas e a manutenção dos vínculos familiares. Quantas empresas quebram por falta de harmonia e quantas famílias se desgastam por não lidarem com esses temas difíceis”, conclui Melina. Como qualquer organização, uma empresa familiar precisa adotar a governança para garantir que estratégias de negócios sejam alcançadas. Na verdade, em virtude dos laços de sangue e as diversas emoções envolvidas, estas provavelmente precisam de uma atenção mais especial que outras empresas se quiserem sobreviver por gerações.

Delson Carlos

Delson Carlos, Assessor de imprensa,Profissional de Marketing , colunista social, passou pelo: Jornal A Hora, Jornal da Imprensa, Jornal Diário do Estado de Goiás . Há 10 anos, escreve a coluna social Paparazzi, do Jornal Diário de Aparecida. Editor da Revista Class. formando em Marketing e pós-graduado em Marketing digital. Estudioso das redes sociais.

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