Morre Roberto Duailibi, ícone da publicidade brasileira, aos 89 anos

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Fundador da agência DPZ e membro da Academia Paulista de Letras, publicitário marcou gerações com sua criatividade e legado intelectual

Roberto Dualibi e o CEO da DPZ Benjamin Yung Jr.
O Brasil perdeu um de seus maiores nomes da publicidade nesta sexta-feira (18): o escritor e publicitário Roberto Duailibi, aos 89 anos. Reconhecido como um dos pilares do setor no país, ele também era membro da Academia Paulista de Letras desde 2015, destacando-se não apenas por sua genialidade criativa, mas também por sua profunda contribuição intelectual.
A trajetória de Duailibi começou cedo. Filho de libanês e brasileira, ele se mudou para São Paulo aos 12 anos. Formado pela Escola de Propaganda de SP em 1956, sua jornada profissional iniciou-se em 1952, na Colgate-Palmolive. Ao longo de sua carreira, ele atuou como redator em agências de renome como JWT, McCann Erickson e Standard Propaganda, onde chegou à posição de vice-presidente de criação, consolidando sua reputação no mercado.
O grande marco em sua carreira veio em 1968, com a fundação da agência DPZ, ao lado de José Zaragoza, Francesc Petit e Ronald Persichetti. Esse quarteto revolucionou a publicidade brasileira, transformando a DPZ em uma das maiores e mais premiadas agências do país. O reconhecimento de seu talento não tardou: em 1969, Duailibi foi eleito “Publicitário do Ano” no Prêmio Colunistas.
Além de sua atuação nas agências, Duailibi deixou um legado significativo no meio acadêmico e institucional. Foi professor e diretor de cursos na ESPM de São Paulo, além de lecionar na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele também presidiu por duas gestões a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP) e publicou livros influentes como “Criatividade & Marketing”, onde apresentou a “régua heurística”, e “Cartas a um Jovem Publicitário”. Sua contribuição para o pensamento criativo e o desenvolvimento da comunicação no Brasil é inegável e seguirá inspirando futuras gerações.