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Do Encontro com a Arte ao Encontro com um de Deus: A História de Waldomiro de Deus e Valdemy Teixeira

Há encontros na vida que não são por acaso. Entre as cores vibrantes e os traços carregados de fé de um artista chamado Waldomiro de Deus, nasceu, para um jovem goiano chamado Valdemy Teixeira, não apenas uma amizade, mas um laço de alma. Valdemy conheceu Waldomiro ainda muito novo, em uma idade em que buscava referências de vida, e encontrou nele algo maior: um mestre, uma figura paterna, um exemplo de sensibilidade e espiritualidade.

Mais do que apresentar os caminhos da arte, Waldomiro apresentou a vivência com Deus. Com sua forma irreverente e ao mesmo tempo devocional de pintar o mundo, ele ensinou a Valdemy que a verdadeira criação nasce da alma em oração, do olhar atento ao sagrado no cotidiano.

Essa amizade se transformou em parceria sólida, que já dura mais de 30 anos, marcada por respeito, aprendizado e muitas realizações conjuntas. E foi por meio da fotografia que Valdemy encontrou a sua própria voz artística. Suas lentes passaram a captar aquilo que aprendeu com o mestre: o humano, o divino, o belo. Fotografar, para ele, é a forma mais plena de projetar o que é belo no mundo, uma expressão profunda de amor, fé e realização.

Como testemunha sensível da obra de Waldomiro, Valdemy registrou diversos momentos marcantes da sua trajetória. Foi ele quem assinou várias das fotografias da nova exposição, e agora, com o mesmo cuidado que sempre dedicou ao seu olhar, participa de mais um marco importante dessa história.

Vale ressaltar que na próxima segunda-feira, dia 4 de agosto, às 19h30, no Museu de Arte de Goiânia, acontece o lançamento do livro “Waldomiro de Deus – 60 anos de arte”, acompanhado da abertura oficial da exposição homônima. Um momento histórico, que celebra não apenas a trajetória de um dos maiores nomes da arte naïf brasileira, mas também a força de uma amizade feita de afeto, fé e beleza compartilhada.

Porque, quando dois artistas se encontram pelo amor à arte e à luz de Deus, o tempo se curva e o que nasce é eterno. Venham todos!

Texto Morgana Kelly

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