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Por: Dr. Leonardo Porto Sebba (Cirurgião bariátrico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)
A obesidade é hoje um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está acima do peso, e a obesidade afeta cerca de 20% dos adultos

Essa condição não é apenas uma questão estética, mas sim uma doença crônica, grave e multifatorial, que demanda atenção, empatia e cuidados contínuos.
O Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, celebrado em 11 de outubro, é uma oportunidade para refletirmos sobre os caminhos para combater esse problema. A prevenção começa com educação nutricional, incentivo à prática de atividade física, acesso à saúde de qualidade e o combate ao sedentarismo e à má alimentação.
Para os pacientes com obesidade grave ou obesidade mórbida, é fundamental o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Em muitos casos, tratamentos como o uso de medicamentos ou até mesmo a cirurgia bariátrica são indicados. No entanto, é preciso ter cautela: o crescimento recente da procura por medicamentos para emagrecimento, incluindo os chamados “medicamentos da moda”, acende um sinal de alerta.
Esses remédios, embora eficazes em determinados casos, não devem ser usados sem orientação médica. O uso inadequado pode provocar efeitos colaterais graves, como desidratação, alterações cardíacas, distúrbios gastrointestinais, entre outros riscos. O emagrecimento saudável deve sempre estar aliado à segurança, ética médica e responsabilidade com a saúde do paciente.
Mais do que uma data simbólica, o 11 de outubro é um chamado à ação. É hora de repensar hábitos, promover educação em saúde e garantir que as pessoas com obesidade tenham acesso a tratamentos baseados em evidências científicas, com apoio de profissionais qualificados.
A obesidade tem tratamento e começa com informação correta, prevenção e acompanhamento profissional.