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No Agosto Dourado, fonoaudióloga do Hospital Mater Dei Goiânia destaca a importância de uma rede de apoio qualificada para o sucesso da amamentação. Durante este mês, a campanha do Agosto Dourado reforça a importância do aleitamento materno para a saúde e o desenvolvimento dos bebês. Em 2026, o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno é “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”

A proposta deste ano chama atenção para a necessidade de fortalecer estratégias que já demonstram resultados na proteção, promoção e apoio à amamentação, como informação de qualidade, assistência especializada, apoio familiar, profissionais capacitados e políticas que protejam a mulher que amamenta.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e sua continuidade, junto à alimentação complementar, até os dois anos ou mais.
Para a fonoaudióloga do Hospital Mater Dei Goiânia, Alessandra Santos, garantir uma experiência positiva de amamentação depende de uma rede preparada para apoiar a mãe e o bebê.
“Amamentar é natural, mas isso não significa que seja fácil. Muitas mães enfrentam dor, insegurança, dificuldades na pega, na sucção ou na coordenação entre sucção, deglutição e respiração. Por isso, o apoio adequado desde os primeiros dias pode fazer toda a diferença”, explica.
O papel da Fonoaudiologia na amamentação
A Fonoaudiologia integra a equipe multiprofissional que acompanha o aleitamento materno. O fonoaudiólogo pode avaliar as funções orais do bebê, como sucção, deglutição e respiração, além de observar aspectos que podem estar interferindo na eficiência e no conforto da mamada.
Alterações na mobilidade da língua, dificuldades de pega, problemas de sucção e situações relacionadas à prematuridade ou à internação neonatal são alguns dos fatores que podem exigir uma avaliação especializada.
“O nosso trabalho não é apenas olhar para a boca do bebê. É compreender o binômio mãe-bebê, identificar as dificuldades e construir estratégias individualizadas junto à família e aos demais profissionais”, afirma Alessandra.
A especialista destaca ainda que cuidar da amamentação também significa cuidar de quem amamenta.
“Precisamos deixar de colocar sobre a mãe toda a responsabilidade pelo sucesso da amamentação. Ela precisa de informação, acolhimento e uma rede de apoio que saiba como ajudá-la. Fortalecer o que funciona também é fortalecer quem amamenta.”
Para Alessandra, esse cuidado deve começar ainda na gestação e continuar após o nascimento, incluindo orientação pré-natal, apoio na primeira mamada, acompanhamento após a alta e acesso a profissionais capacitados.
“Quando uma mulher encontra dificuldades, ela precisa saber que não está sozinha e onde buscar ajuda. Amamentação é uma responsabilidade compartilhada entre família, profissionais de saúde, comunidade e sociedade”, conclui.
Neste Agosto Dourado, o convite é fortalecer a informação, a assistência e a rede de apoio, para que mais famílias tenham a oportunidade de viver uma experiência de amamentação mais segura, acolhedora e possível.