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Fotos: Sandro Torres

Exposição é constituída de objetos confeccionados durante o período de isolamento e distanciamento social durante a pandemia de Covid- 19

A partir de materiais armazenados e reaproveitados no atelier do artista plástico Sandro Tôorres, começa hoje, dia 1º de julho e sege até o próximo dia 15 de agosto a exposição Eu Sou o que Eu Não Seria, constituída de objetos confeccionados durante o período de isolamento e distanciamento social – entre março e maio deste ano – durante a pandemia de Covid-19.

Sandro explica que o conceito que permeou a série foi o desvelar dos significados. “Já faz parte do cotidiano do artista se valer de materiais, referências, repertório e inspirações para caminhar no fazer artístico e almejar a criação, perseguindo o ineditismo, o registro do seu tempo e a autossatisfação”.

Nesse momento de reclusão compulsória e introspecção, o processo de criação passou por uma reformatação, excluindo supérfluos e incluindo uma conotação da necessidade absoluta e premente, Criar passou a ser, além do aspecto romântico e diletante, a urgente dose de humanidade de que o mundo tanto tem necessitado, apesar de imprecisa e abstrata no sentido da intangibilidade. Alguns ingredientes do fazer artístico foram reformulados e passaram a se apresentar, inclusive para o artista, de forma ressignificada. Principalmente no que diz respeito ao uso e ao aproveitamento de materiais disponíveis.

A série Eu Sou o que Eu Não Seria é composta pelos dez pequenos objetos tridimensionais, com narrativas contextualizadas nas aspirações e nas pulsões humanas, a partir de material armazenado (absolutamente nada foi adquirido a partir de março, início do isolamento social); muitos objetos partiram de outros objetos desconstruídos ou suportes adaptados. “Cada objeto possui uma carga emocional e uma ironia própria na forma e/ou no conteúdo”, define Sandro. E ele continua: “os afetos, os anseios e as frustrações são os ingredientes complementares e determinantes, por fim”.

Há uma grande quantidade de discussões, debates e reflexões sobre como será o mundo, as reconfigurações culturais, o impacto em cada setor social e, sobretudo, como será a produção de arte pós-pandemia. Algo certamente não mudará: o afã do artista em se colocar entre os temas que se apresentam e a sociedade, ou seja, a tradução dos códigos dos saberes e fazeres humanos, passando pelo filtro da razão e da emoção individual Eu Sou o que Eu Não Seria, mas jamais deixaremos de ser o que deveríamos ser.

SERVIÇO:

Artista: Sandro Tôrres

Exposição da Série: Eu Sou o que Eu Não Seria – Dez objetos escultóricos de medidas variadas, produzidos em 2020

Local: Arte Plena Casa Galeria – Rua 89, nº 546 – Setor Sul – Goiânia-GO – Fone: 98414-9617 (Agendamentos via direct Instagram)

Período: 1º de julho a 15 de agosto de 2020

Instagram: @arteplena.casagaleria/@sandrotorres23

E-mail: arteplenacultural@gmail.com