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Como crescer em momentos de crise econômica

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Wagner Assunção, professor de Planejamento Estratégico de Marketing da Faculdade Cambury e consultor empresarial em Marketing Estratégico e Criativo.

Somente com o planejamento adequado as empresas podem “sobreviver” ou mesmo crescer, neste momento de crise econômica qu

e se mistura com crise política. Somando a este cenário há uma falta de políticas públicas que incentivem o crescimento das empresas brasileiras.

Neste momento vemos alguns profissionais com soluções mirabolantes, é o momento da “marketização digital” como solução barata para todos os obstáculos empresariais. O que para muitos profissionais de marketing, bem preparados pode ser uma oportunidade, para outros pode ser o oportunismo com a mesma receita, porém sem resultado.

Mas, antes disto é preciso entender que há sim, uma crise econômica real, independentemente de sua origem, onde talvez o maior problema seja a quebra de um ciclo muito importante para qualquer economia. Aproveitando a sabedoria popular “é preciso fazer o dinheiro circular”, ou seja, a quebra deste ciclo está diretamente ligada ao desemprego, é o que podemos também chamar de uma verdadeira “bola de neve”.

Neste momento, algumas marcas nos surpreendem, aumentando vendas. Exemplo disto é o que vimos recentemente com o sucesso de vendas do lançamento da montadora Jeep o Renegade, contrário à concorrência que vê suas vendas despencarem, gerando desemprego, como podemos ver em Anápolis e Catalão, ou mesmo no ABC Paulista. Este sucesso não foi um acaso do mercado ou o sucesso de uma propaganda e sim fruto de um bem estruturado Plano de Marketing.

As empresas que enxergaram que há uma mudança na sociedade, consequentemente também no consumidor, conseguem melhor atender a este exigente cliente moderno. O próprio desenvolvimento tecnológico, propiciou a mudança do conceito de tempo e espaço, hoje temos internet mais rápidas, plataformas mobile, e-commerce, trabalhos colaborativos entre tantos outros, que “empoderam” o consumidor. E, principalmente, nós consumidores, estamos mais exigentes. Outro fator crítico para empresa não preparada é o aumento da concorrência, estimulando a inovação, bom atendimento e pressão para redução de preço.

Em um estudo da Harvard Business School que analisou as iniciativas de marketing durante as principais crises econômicas nos Estados Unidos desde a década de 70, provou que durante estes momentos de turbulência e recessão, não se deve cortar as verbas de Marketing com um “cutelo” e sim com um “bisturi”. Os cortes podem até atender a medidas emergenciais a curto prazo, porém são paliativas, as marcas precisam de sustentação a médio e longo prazo. Para ser mais eficiente que a concorrência e melhor satisfazer às necessidades do consumidor, o marketing tem em sua “caixa de ferramentas”, ou seja, soluções que vão muito além de caras propagandas em horário nobre.

A primeira pergunta que toda empresa deve responder é: quem é o meu público alvo? A quem e como quero atender? Depois disto deve perguntar, qual a proposta de valor que estou entregando ao consumidor, ou seja, estou encantando meu cliente? É preciso ser mais eficiente que a concorrência!

Tudo isto, precisa ser diagnosticado e traçadas estratégias consolidadas em um Plano de Marketing que possibilite resultado sólido e sustentável, as empresas não tem mais tempo para propagandas sem comprometimento.

Podemos ainda afirmar, que a crise é um momento de depuração, as empresas bem preparadas, enxutas e com um bom planejamento de Marketing irão “sobreviver” ou mesmo crescer.

 

Delson Carlos

Delson Carlos, Assessor de imprensa,Profissional de Marketing , colunista social, passou pelo: Jornal A Hora, Jornal da Imprensa, Jornal Diário do Estado de Goiás . Há 10 anos, escreve a coluna social Paparazzi, do Jornal Diário de Aparecida. Editor da Revista Class. formando em Marketing e pós-graduado em Marketing digital. Estudioso das redes sociais.

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